Micropigmentação pode transmitir doenças, incluindo HIV: médico ensina a se proteger

Micropigmentação pode transmitir doenças, incluindo HIV: médico ensina a se proteger
sexta-feira, 03/11/2017 - FONTE: Vix Saúde

A micropigmentação é um procedimento cada vez mais difundido devido aos seus inúmeros usos, sendo que o mais conhecido é o preenchimento das sobrancelhas. Apesar do benefício estético, a prática pode oferecer riscos se algumas precauções não forem tomadas.

A seguir, entenda se a micropigmentação pode gerar doenças:

Segundo o dermatologista Domimberg de Vasconcelos Ferreira, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, a técnica é semelhante à da tatuagem e, por este motivo, tem riscos iguais.

Como a micropigmentação de sobrancelhas ou de outras regiões do corpo faz com que agulhas rompam a barreira da pele, há risco de contaminação por várias doenças, como HIV, hepatite B e C e infecções bacterianas.

O perigo de contágio ocorre quando a mesma agulha é usada em uma pessoa infectada e depois reutilizada em alguém saudável, o que levaria o micro-organismo maléfico de um organismo para outro.

Contaminação gera sinais?

É possível que surjam diversos de sintomas, que vão desde vermelhidão local até febre e dor no corpo. Assim, vale buscar um médico ao sentir estes sinais e informar que passou pelo procedimento estético.

Como ocorre com qualquer outra substância aplicada na pele, pode haver alergia à micropigmentação em pessoas com sensibilidade para tal.

A condição se manifesta por prurido, vermelhidão, coceira e outros sintomas de cunho irritativo.

O que fazer para se proteger?

É preciso lembrar que a micropigmentação é um procedimento seguro se as devidas normas forem seguidas, como: uso de materiais certificados, esterilizados e descartáveis, uso de luvas e máscaras e realização de testes de alergia prévios.

"É indicado escolher um local com profissionais habilitados e materiais aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para evitar futuros problemas alérgicos ou de contaminação. Também é bom procurar referências do especialista que executará o procedimento", recomenda o dermatologista.

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