Coletivo de Saúde avalia impactos da reforma nos direitos da categoria

Kelly Menegon, Secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, durante intervenção na reunião do Coletivo Nacional Kelly Menegon, Secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, durante intervenção na reunião do Coletivo Nacional
quinta-feira, 26/10/2017

Integrantes do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT se reuniram nesta terça-feira (24/10), no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários, do Sindicato de Curitiba, para debater os impactos da reforma trabalhista na saúde do trabalhador. Entre os muitos pontos tratados destacam-se a análise dos adoecimentos, prevenção nos conflitos de trabalho e a cobrança de metas abusivas.

Kelly Menegon, secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, afirma que na avaliação do Coletivo os bancos não estão preocupados com a saúde do trabalhador bancário, nem com políticas de prevenção e só dão atenção à gestão dos afastamentos, ferindo os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana.

“Para nós, do movimento sindical, a saúde sempre foi prioridade e queremos negociar a manutenção das atuais conquistas, bem como avançar em relação às pendências, em especial a ratificação da cláusula 65 da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), que diz respeito ao pagamento do adiantamento emergencial. Infelizmente, a Fenaban insiste em discutir a divulgação de ranking de metas, o que para nós não passa de um instrumento perverso focado na prática do assédio moral”, aponta Kelly.

Durante a reunião, organizada pela Fetec-CUT/PR e a Contraf-CUT, foram feitos relatos a respeito da negativa dos bancos de apresentar ao Coletivo Nacional de Saúde dados estratificados sobre afastamentos de bancários e bancárias para tratamentos de saúde.

Os dirigentes sindicais refutaram a atitude dos bancos em descumprir muitas cláusulas deste tema e em tratar a questão da saúde como individualizada, e avaliam que a questão do adoecimento mental e de LER/Dort é comprovadamente doença laboral e, portanto, deve ser discutida coletivamente.

Fonte: Sindicato de Curitiba

LM

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