Trabalhadores cobram soluções do Itaú

Trabalhadores cobram soluções do Itaú
quinta-feira, 01/03/2018 - FONTE: Turcato Advocacia

Uma Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com o banco na quarta-feira (28) para dar continuidade às negociações sobre como reivindicações dos trabalhadores a respeito da realocação e qualificação dos funcionários (cláusula 62) e sobre o adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença (cláusula 65). No dia anterior, o Grupo de Trabalho sobre Saúde e Obras de Trabalho do Itaú também debate sobre os mesmos pontos.

Antes de entrar sem debate sobre as cláusulas 62 e 65, um COE chamou a atenção do banco para a importância da homologação das rescisões de contrato de trabalho por sindicatos. "Há muitos erros que podem prejudicar os trabalhadores. Queremos uma continuidade das homologações nos sindicatos, como era antes, ou pelo menos poder acompanhar uma rescisão onde quer que ela seja feita ", disse Jair Alves, coordenador do COE do Itaú.

O banco alegou que alguns locais são geradores já faziam uma rescisão. Para o Itaú, uma única diferença é que antes ou representante do banco até o sindicato. Mas, disse que não é restrição da participação do representante do sindicato na hora da rescisão para o pedido pelo bancário.

O coordenador da COE solicita que até final da vigência da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, o banco mantenha como homologações nos sindicatos para que são evitados conflitos desnecessários. Mas, ressaltou que os sindicatos vão continuar defendendo os direitos dos trabalhadores, não é para mantida uma homologação das rescisões, onde e quando for possível, os sindicatos acompanharão como rescisões nos indicativos pelos bancos.

"Nos casos em que não haja essa possibilidade, convocaremos os trabalhadores a fazer uma conferência após uma rescisão na sede do sindicato. Esperamos que o banco promova como correções dos valores quando forem detectados erros, para que se evite uma enxurrada de ações judiciais sobre o pagamento incorreto de verbas rescisórias. Fica mais barato pra todo mundo ", afirmou Jair.

Cláusula 62
Com relação à cláusula 62, uma das reivindicações da COE é que seja garantido uma mesma loção e uma carga a bancos que retornam ao trabalho por meio de problemas de saúde, ou gravidez.

"A realocação em locais e com cargas diferentes do que antes de fazer um investimento no mercado, e não existe em qualquer lugar, seja o que é mais o que fazer.", Explicou o, coordenador do COE do Itaú. "Temos que avaliar, inclusive, não é um caso de assédio, pois os trabalhadores evitam o afastamento, mesmo estando, não corremos no risco de ser realocados em locais de trabalho distantes e desempenho tarefas distintas das que realizar antes do afastamento" , completou.

Programa de readaptação
O GT de Saúde, tratou sobre o Programa de Readaptação, instituído pelo banco sem a participação do movimento sindical.

Para Adma Gomes, coordenadora do GT de Saúde do Itaú, não existe um programa de readaptação instituído pelo banco com relação à avaliação. "Ao mesmo tempo que ele tem suas metas reduzidas, continua sendo avaliado nos mesmos padrões dos demais funcionários. A avaliação daqueles que estão com capacidade reduzida precisa ser diferenciada ", explicou.

Os trabalhadores são chamados, uma avaliação está, inclusive, gerando demissões. "Isso nós não podemos admitir", disse Adma.

Alterações na USO
A COE também cobrança Unidade de Suporte Operacional (USO) do banco que, em regra, não fixa os trabalhadores lotados no departamento a um local de trabalho. "Muitas vezes, para as suas próprias funções, os trabalhadores são deslocados por mais de 100 milhas", disse Jair.

Cláusulas 15, 29 e 65
O debate realizado no GT de Saúde sobre a cláusula 65, que trata sobre adiantamento emergencial de salários nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença, tem relação com outras duas cláusulas, a 15, que trata sobre o auxílio de alimentação , ea 29, que trata da complementação de auxílio-doença previdenciário e acidentário.

Segundo uma coordenadora do GT de Saúde, os trabalhadores reivindicam o pagamento da cesta de ações também para os casos da cláusula 65. Com relação à cláusula 29, uma reivindicação para o que é o que está sendo planejado da devolução dos valores adiantados aos funcionários.

O banco confirmou para a COE o que tem o dito no dia anterior no GT de Saúde: uma resposta sobre uma reivindicação na sexta-feira (9).

Demonstrados
Os trabalhadores também relataram uma preocupação com relação ao aumento político do número de demissões sem banco, principalmente devido à incorporação do Citibank, principalmente nas cidades onde o banco tem maior número de funcionários (Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

O banco disse que não é um movimento de redução de quadro de funcionários, mas como agências são avaliadas para verificação de rentabilidade das mesmas, não é caso de não haver retorno financeiro para o banco, algumas podem ser fechadas. Atendendo a pedido da COE, em caso de necessidade de fechamento de agências e demissões, a Contraf-CUT e sindicatos e comunicados antecipadamente.

"Vamos continuar acompanhando como movimentações para que, havendo necessidade, possamos defensor dos interesses dos trabalhadores", disse o coordenador do COE do Itaú.

A próxima reunião do COE está pré-agendada para o dia 23/03, às 10h, no Centro Empresarial Itaú (CEIC), em São Paulo.

COMPARTILHE